Locomotiva a vapor numero 9, volta ao trafego no Trem Campinas a Jaguariúna


A locomotiva foi fabricada em 1912 pela A. Borsig, em Berlim, e adquirida pela companhia estadual, EFA - Estrada de Ferro Araraquara, que na época administrava a linha que cruzava poderosas fazendas cafeeiras das regiões de Araraquara e São José do Rio Preto. A maria-fumaça alemã batizada com o número 9 circulou até a década de 50, época em que os vagões de carga já perdiam muito espaço para os charmosos carros de passageiros. A locomotiva, então, foi vendida e passou a ser usado num ramal férreo de uma fazenda de cana de açúcar, até obsoleta, ser definitivamente "aposentada". A máquina foi então adquirida pela União e colocada à disposição da APBF para restauro.
No último dia 9, os funcionários e voluntários da associação festejaram muito o fim da reforma, que consumiu 3 anos de trabalho. Na falta de peças para reposição no mercado - e como nem todas podiam ser encontradas em equipamentos desativados -, os operários tiveram de fabricar novas. "A restauração de uma locomotiva a vapor exige empenho artesanal", diz Hélio Gazeta Filho, diretor da associação.
A pintura é a mais próxima da época, no tom de grafite escuro com detalhes vermelho e branco, e já esta circulando aos finais de semana no trem que faz Jaguariúna a Tanquinho. Ela leva o nome de Maquinista João Batista, que operou esta locomotiva na época e participou da ABPF por muitos anos e chegou a operar a locomotiva numero 9 no Trem Campinas a Jaguariúna. Após falecer, foi homenageado com o nome nesta locomotiva que era a que ele mais gostava.